Dicas para melhorar a prática da entrevista 2
O conteúdo foi publicado no site do Curso Abril de Jornalismo. São elementos fundamentais que muitas vezes, equivocadamente, são tratados com irrelevância.
As dicas abaixo devem ser trabalhadas e estudadas cuidadosamente para se ter um bom resultado após uma boa entrevista.
1. A entrevista não é uma arte nem uma ciência. Não é uma arte no sentido de que o artista nasce com um dom. Não é uma ciência no sentido de que se baseia em experiências que podem ser repetidas - no jornalismo, coisas que funcionaram na semana passada podem não dar certo hoje.
2. A entrevista é uma destreza, uma habilidade. O bom entrevistador se treina.
3. Todos nós temos uma habilidade natural para conversar, para sociabilizar. Ela é a base para fazer reportagem. Um bom entrevistador não pode ser tÃmido, retraÃdo. Mas dá para aprender, dá para melhorar. Escrever e editar é só a metade do trabalho.
4. Não vá na conversa do “seja você mesmo”. Entrevistar não tem nada a ver com ser você mesmo. O jornalismo, quando faz uma entrevista, tem que representar um papel - o papel do entrevistador. Tem que ser diferente a cada pessoa que entrevista ou a cada circunstância que seu trabalho determina.
5. O jeito de andar por uma sala ou escritório cria um efeito “estou aqui”. Seja positivo, confiante e entusiástico. É contagioso.
6. Seja sempre profissional com o entrevistado. Não entre em intimidades. Mantenha uma ligeira formalidade.
7. Sua primeiras palavras - antes mesmo das perguntas - definem um clima. Insista no bom humor até o entrevistado entrar no seu astral.
8. Mas evite contar piadas. Você pode ter senso de humor, mas não apele.
9. Dê sempre ao entrevistado a impressão de que ele é importante, e não que está sendo usado como trampolim para você chegar a fontes mais quentes.
DOMINE SUA VOZ
10. Você aprende a fazer boas entrevistas fazendo entrevistas horrÃveis. Para melhorar, experimente observar seu próprio desempenho. Grave sua voz, ouça as fitas, avalie seu trabalho.
11. Também funciona gravar sua voz ao telefone e depois ouvir como ela soa.
12. Evite falar monotonamente. Varie o ritmo e o tom de suas palavras para passar uma impressão de entusiasmo e ganhar a simpatia do entrevistado.
13. Não seja uma metralhadora verbal. Quando você fala pausadamente, o entrevistado fica mais à vontade. E ele pode desacelerar também, o que facilita as anotações e deixa mais clara a gravação.
14. Evite ficar ruminando pausas verbais do tipo “hum, hum”, “o senhor sabe”, “entendo”, que desviam a atenção do entrevistado.
CONTROLE OS NERVOS
15. Um rosto de pedra pode não ser interpretado como objetividade jornalÃstica, mas como sinal de que você morre de tédio. Em geral, quanto mais animada sua expressão facial, mais chance você tem de conseguir boas respostas.
16. Sorria sempre que seja o caso. Dê impressão de estar se divertindo com as respostas do entrevistado.
17. Mantenha o controle emocional durante a entrevista. Não fique irrequieto, não tamborile pés e mãos, não ande desnecessariamente. Todos os seus movimentos e gestos devem ter um significado calculado.
18. Tente eliminar a barreira que o separa do entrevistado. Evite começar a entrevista com uma mesa de reunião entre vocês. Muito melhor é sentar ao lado dele num sofá.
19. Contato visual é um meio de comunicação. Use-o . Olhe o entrevistado nos olhos. Se você for tÃmido, fixe o olhar numa das pálpebras do entrevistado, nos seus óculos ou em outro detalhe facial.
20. Se o entrevistado não fuma, não fume, para não incomodá-lo e não despertar sua antipatia, pressa ou má vontade.
21. Lembre-se de seu objetivo durante a entrevista. Você está atrás de uma entre duas coisas - informação ou intimidade do entrevistado.
22. Tenha um comportamento profissional. Sua credibilidade depende de seu senso de organização. Se você revira os bolsos atabalhoadamente à procura da caneta ou toma notas num cupom, de estacionamento, está perdido.
23. Seja curioso sobre tudo, mostre-se interessado ao entrevistado. Não pareça distraÃdo ou preguiçoso.
24. Por meio de sua atitude, dê ao entrevistado a sensação de que está mais empenhado em entender o que ele diz do que com suas próprias necessidade ou sua ansiedade.
PONHA A VERGONHA DE LADO, E VÃ!
25. Curve-se e rasteje, se necessário, para conseguir sua entrevista. Mostre-se disponÃvel para qualquer hora e local, carregue a mala do sujeito se preciso.
26. Não use a palavra “entrevista”. Diga que você quer informações. “Entrevista”, quando solicitada ao telefone, pode até parecer pedido de emprego.
27. O fax pode ser usado com sucesso para pedir a entrevista.
28. Se você encontra muita dificuldade em chegar a um entrevistado, mande-lhe um telegrama, o que produz um efeito dramático. Esses pedacinhos de papel costumam ir para o alto da pilha de correspondência diária.
29. E-mails também funcionam.
30. Adiante-se. Nunca chegue em cima da hora. E, atrasado, jamais.
31. Tenha três ou quatro boas perguntas prontas já na hora de pedir a entrevista. Pode ser sua única chance de falar com a fonte.
TRACE UMA ESTRATÉGIA PARA AS PERGUNTAS
32. Tente controlar o fluxo da conversa. Comece agradecendo. Dê ao entrevistado algumas informações a seu respeito.
33. Sua primeira pergunta deve cativar o entrevistado. Não faça uma pergunta preguiçosa, algo que o currÃculo dele já contém - ou que, por alguma razão, você já deveria saber.
34. Em vez disso, deixe claro ao entrevistado que você fez a lição de casa e pergunte sobre um fato do começo da carreira dele (que você pesquisou, obviamente). Ele ficará impressionado.
35. Tenha à disposição um estoque de perguntas-padrão: gostos e preferências do entrevistado, seus maiores erros, seus maiores acertos, como ele se vê daqui a cinco anos etc.
36. É melhor escrever antecipadamente as perguntas, mesmo que você não venha a tirá-las do bolso. Cuidado: não ponha no papel as perguntas mais delicadas.
37. Use perguntas “quando” para levar o entrevistado a pensar em termos de tempo e lugar ou de eventos especÃficos. Perguntas “como” para levantar detalhes concretos. E perguntas “por que” para obter mais considerações abstratas.
38. Num pacote de entrevistas planejadas para uma matéria, comece pelas fontes amistosas. Com elas você recolhe informações que podem ser úteis para lidar, depois, com as fontes inamistosas.
39. Comece por baixo e vá subindo gradualmente. Não entreviste primeiro o presidente da companhia.
40. Crie no seu computador um arquivo para perguntas, que devem ser atualizadas com freqüência. Se você fez uma entrevista com um ambientalista, por exemplo, essas perguntas podem ser arquivadas em A (de ambiente). Quando esse assunto, ou um tema próximo, voltar a ser o objeto de uma entrevista, você já terá um ponto de partida arquivado.
SEJA DISSIMULADO
41. Não abra suas intenções às fontes. Basta ser genérico sobre o assunto que vai abordar. Não precisa entrar em detalhes e revelar a pauta.
42. Se não houver outro jeito, dê por escrito ao entrevistado uma visão geral, ou mesmo organizada em tópicos, da entrevista que você quer fazer. Isso preserva sua credibilidade. Mas só em casos extremos mostre as perguntas - até para manter, na hora da entrevista, a liberdade de deixar alguma de lado.
43. Não dê a um entrevistado a impressão de que você está falando de outras fontes pelas costas. Ele pode achar que também será tratado do mesmo modo.
44. Não mostre ao entrevistado as declarações que ele fez. Ao ver o que disse, ele pode querer voltar atrás ou mudar a declaração. E você fica com reputação de mole.
45. Se o entrevistado insistir, limite-se a contar-lhe genericamente os temas que vão entrar na matéria.
46. Só mostre declarações para conferir sua exatidão. Em matérias técnicas ou cientÃficas não há problema.
47. Defina muito bem para a fonte o que é off the record. Deixe claro, antes da entrevista, que o off é apenas o compromisso de não revelar a fonte - e não o compromisso de não publicar a informação.
48. Se o entrevistado responde simplesmente com um “sem comentário”, alerte-o de que isso também é um modo de comentário.
49. Com gente famosa, faça primeiro perguntas sobre coisas que a imprensa ainda não cobriu.
50. Seja polido diante de respostas chatas ou que denotam vaidade excessiva - mas, logo em seguida, faça a conversa voltar ao rumo desejado.
Para ver as outras 50 dicas para melhorar a prática da entrevista, clique aqui.
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Okay as you may have heard by now, while we on the road, Tokyopop announced its split into two divisions: a publishing arm and a movie/multi-media line, called Tokyopop Media. They alaso announced the layoffs of 39 people, and a 50% reduction in their publishing line. A bunch of people have weighed in on this, including:
What I’m speaking of is not just empty shells, but mussels; Zebra and Quaga Mussels more specifically. These species are not native to North America (but in their defense, not much that lives here now, really ever was…). They are, in fact, native to Russia’s Caspian Sea. They’ve taken many long vacations due to international shipping and subsequently have fueled their prolific spread. They were first detected in North America in the Great Lakes region in the late 1980s, traveling on ocean going ships from the Atlantic into the St. Lawrence Seaway and on into the chain of the Great Lakes. Since then the spread has been astronomical, affecting not only the Great Lakes but major US rivers including the Mississippi, Hudson, St. Lawrence, Ohio, Cumberland, Missouri, Tennessee, Colorado and Arkansas.
So what can we do? Anyone with a recreational water vessel can help prevent the spread of the species. It has actually been the recreational boater that has caused a major portion of the expansion since they found their way to the US. It can be easily deduced…just look at some of the lakes where the species can be found, much too small for even large recreational boats to navigate. Boaters who trailer their boats from lakes to lake, river to river, spreading this infection each time they launch their vessel. It’s not just the boaters who travel across the country either, but even fisherman and Jet Ski owners who trailer to local lakes. So Yes! Everyone with a water vessel.